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Se conselho fosse bom, não se dava, vendia. Esse ditado é referência aos conselhos quando feitos inoportunamente, embora, no contexto atual - onde não existem mais escolhas simples -, conselhos são muito valiosos, e muitas vezes grátis.

Web 2.0 é o início.

A web 2.0 normaliza aspectos do front-end e clientside, fomenta taxonomia e folksonomia. Entretanto, o maior ganho, em minha opinião, é a capacidade de sintetizar escolhas mantendo a cauda longa ao alcance dos dedos.

O nosso poder de mediação é aplicado diariamente no ambiente digital; ao usar o digg para classificar uma notícia, adicionar um site no del.icio.us, escrever uma resenha na amazon, comentar algo em um blog, postar algo no twitter, e por aí vai.

Cada uma dessas ferramentas ajuda a reduzir nosso campo de escolha, evidenciando apenas o que nos é pertinente. Isso só é possível devido à classificação constante de pessoas como nós e da nossa capacidade de dizer: - esse “cara” aí pensa como eu.

2.0 é bom, 3.0 é demais.

Web 3.0, mp5 e quiçá mp7, são buracos negros para mim, não sei se existem ou são apenas como aquela história – adicione um número para tudo parecer melhor. Enfim, conjecturas afirmam que a web 3.0 será a capacidade de encontrar com precisão tudo o que queremos, por exemplo: Pizzarias que entregam na Barra Funda, que estão abertas após à meia-noite. Mas, espera um pouco, antes de tudo, o que eu quero comer?

Essa ordem da evolução está correta: primeiro eu preciso saber o que quero, depois onde está o que eu quero. E, ao que tudo indica, essa evolução se dará no decorrer dos próximos 5 a 10 anos.

Quem já leu o livro “paradox of choice”, ou assistiu a alguma palestra de Barry Schwartz, o autor, sabe a importância da opinião das pessoas no nosso processo de decisão. Somos influenciados constantemente por terceiros nas nossas escolhas, geralmente investimos dinheiro onde um conhecido já obteve ganhos, compramos um carro que alguém já nos disse estar satisfeito e, assim segue.

As dificuldades.

Três barreiras devem ser superadas para que uma marca possa usufruir positivamente da presença em um ambiente social, ou misturar UGC (Conteúdo Gerado pelo Usuário) ao seu conteúdo.

A primeira dificuldade é contextualizar. Um bom vendedor é aquele capaz de transmitir confiança sem parecer tendencioso – tudo deve soar como um bom conselho. É ineficaz colocar a sua marca unicamente em locais com maior audiência. A falta de aderência pode resultar em rejeição.

O segundo obstáculo é o embaraço operacional: uma empresa com um baixo padrão na sua qualidade em atendimento, por exemplo, certamente transformará áreas participativas em ouvidorias. A solução para esse problema é simples – melhoria de processos.

O terceiro senão é a falta de controle na qualidade do material produzido. Imaginem o seguinte cenário: a Pepsi patrocina um canal no youtube e, um dos vídeos enviados é alguém explodindo uma pet da marca com uma bala mentos. É possível que aconteçam desvios nos propósitos das marcas. Nesse caso, devemos contar com os próprios membros da comunidade para denunciar conteúdo fora de contexto.

Os acertos

Já disse aqui anteriormente e insisto, a amazon é um exemplo vivo de sucesso. Em sua proposta de ser a maior loja on-line do mundo, são assertivos em provocar a influência mútua entre seus clientes. Tudo é fundamentado no desejo individual e coletivo, além da combinação dos dois.

Outro caminho.

O Wikia Search promete mais transparência na construção de seus algoritimos, hoje em alpha o projeto da wikia (empresa responsável pelo wikipédia) acredita que os resultados em suas buscas ganharão relevância de acordo com a participação dos usuários.

Segundo Jimmy Wales (coordenador do projeto) a adoção das técnicas de SEO influenciam no resultados além dos algorítimos usados pelo google não serem transparentes.

Quem determina a ordem dos resultados no Wikia Search são os próprios usuários. Com isso técnicas de SEO seriam ignoradas e os resultados seriam mais justos.

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